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Só tu tens palavras de vida eterna
28/02/07

A quem iremos nós? A quem daremos ouvidos?

“Só tu tens palavras de vida eterna”. Essa foi a resposta do apóstolo Pedro em João 6,68, que veio mostrar de modo tão claro a quem a humanidade deveria recorrer e confiar.

Num mundo cheio de incertezas, aquele que antes era um humilde pescador, declarava em definitivo a Palavra de salvação para a humanidade: Jesus Cristo, o Verbo encarnado.
A boca que proferiu essa resposta, seria a que continuaria a dar respostas às questões dos homens:
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16,18)

Na visita de Bento 16 ao Brasil em maio de 2007, eu estava assistindo pela TV o evento que aconteceu no estádio do Pacaembu em São Paulo.
Vi jovens erguendo faixas com dizeres: “100% católico”. “Sou feliz por ser católico”…
Muitos jovens diziam terem ficado surpreendidos com a pessoa do Papa.
E testemunhavam: “Que pessoa atenciosa e carinhosa!”
Porém, alguns desses mesmos jovens chegaram a dar entrevistas em canais de TV, dizendo:
“Sou católico, gostei muito do Papa Bento 16, mas não concordo com tudo o que ele fala ou defende”. E outros afirmavam: “Não penso assim quanto ao aborto”.

Fiquei impressionado ao ver isso. E já não acreditava no que eu estava ouvindo. Aliás, quantos artistas e personalidades também dizem “Sou cristão”, mas às vezes não sabem que para serem chamados de cristãos, precisam aceitar a Cristo e seu propósito:
- A defesa da vida (contra o aborto, eutanásia e manipulação de vidas em laboratório);- A castidade como método eficaz de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis; – Honestidade nas questões políticas em favor da justiça social…
Por outro lado, muitos que vivem dentro das nossas igrejas, chamados a conduzir um povo, continuam promovendo divisões, criticando os seus irmãos em nome da fé. Enquanto fazem isso, o propósito de Cristo que ressoa na boca do apóstolo segue em busca de terra fértil, onde possa dar bons frutos.

Bento 16, o papa “linha dura”, assim comentado pela imprensa, fez uma declaração que incomodou a “linha conservadora”:
“A fé cristã não nasce do acolhimento de uma doutrina, mas antes do encontro com uma Pessoa: com Cristo morto e ressuscitado.
Na nossa existência quotidiana são tantas as ocasiões para comunicar aos outros a nossa fé de um modo SIMPLES e CONVICTO.
E é urgente que homens e mulheres da nossa época conheçam e se encontrem com Cristo, e graças também AO NOSSO EXEMPLO, se deixem conquistar por Ele”.

Chegou a dizer incansavelmente em todos os lugares que é urgente dar testemunho antes de tudo e com coisas simples, como a unidade entre os cristãos. É urgente ser cristão, antes de dizer “sou de Apolo” ou “sou de Cefas”.
E a Palavra segue ressoando essas evidências:
“Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.
O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes; e o que é vil e desprezível no mundo, Deus o escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são.
Assim, nenhuma criatura se vangloriará diante de Deus.
É por sua graça que estais em Jesus Cristo, que, da parte de Deus, se tornou para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito: quem se gloria, glorie-se no Senhor (Jr 9,23)”. (1Cor 1,12;26-31)

A Palavra é clara! Não há por que se vangloriar por sermos desta ou daquela Igreja… Melhor não viver como donos da Verdade ou como se já estivesse garantido o nosso passaporte para o Céu. Melhor é assumir e viver os propósitos do Fundador da Igreja.

Como doutrinar corações que ainda não conquistamos? Como convencer alguém de algo que nós experimentamos e cremos? Os valores da nossa Igreja precisam ser defendidos ou amados? O que mais convence: defender ou amar? Particularmente não vejo o papa como linha dura e não me espanto com as “novidades” que ele diz. Vejo Bento 16 simplesmente trazendo e retomando os valores da MAIOR NOVIDADE em toda a história: a BOA NOVA, o Evangelho de Jesus Cristo.
Porém, nos últimos tempos temos visto ministros, missionários e nossos próprios pastores ditando regras no altar, ao invés de levar o verdadeiro anúnico ensinado pelo Fundador. Inventam regras humanas e ideias particulares que não são as da Igreja, incitando assim o povo à divisão, onde na realidade deveria ser ao amor.

Em meio a tantas vozes e bandeiras levantadas em nosso tempo, se temos que ouvir alguém e dizer quem tem a razão, certamente precisa ser aquele que diz: “Só tu tens palavras de vida eterna”.

No amor que nos une,
Walmir Alencar

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